28 de mar de 2012

Formando pares

Muitas atividades sugeridas aqui, como os role-playings, sugerem a formação de pares. Quando pedimos aos alunos que formem pares o que acontece é que ou eles formam sempre os mesmos e sempre sobram 3 alunos que ficaram de lado, ou eles fazem a maior muvuca e acabam gastando minutos preciosos que poderiam ser usados de uma maneira mais proveitosa.

Pensando nisso eu nunca digo “vamos formar pares”. Eu sempre faço joguinhos da memória, em um cartão ponho uma figura e no outro o nome do objeto, então quando vou formar par embaralho as cartinhas, dou uma a cada um e peço para procurarem seu par.

Ah, dirá você, mas eles vão perder muito tempo da mesma maneira. Mas acontece que esse tempo não será “perdido” por dois motivos:

1) Enquanto procuram seu par também estão praticando o que aprenderam.

2) Formarão par com alunos que não escolheriam se fossem formar da maneira deles, promovendo assim uma maior integração dos alunos.

Essa sugestão também pode ser usada com alunos no primeiro dia de aula, para que se conheçam. Passe os cartões e depois uma ficha para que cada um entreviste seu par. Depois é só recolher as fichas com as informações preciosas sobre seus alunos que você poderá usar na hora de preparar sua aula.

Zailda Coirano

Nessa postagem você viu algumas sugestões para criar pares.

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14 de mar de 2012

Papéis trocados

Esse jogo é muito usado em grupos e em psicanálise,  costuma surtir bons resultados. Em aulas de idiomas ele também fornecerá prática oral e auditiva, porque será realizado no idioma ensinado.

O jogo consiste em criar duplas, e um dos alunos terá seu papel invertido. Por exemplo: ele será o pai do outro aluno (quando na verdade é filho na “vida real”), ou será professor do outro aluno, ou médico e outro será seu paciente.

A brincadeira consiste em criar diálogos possíveis, baseados em situações já vividas pelos alunos. Deverão apresentar-se à classe se houver tempo podem inverter os papéis novamente (quem é aluno vira professor, o médico da dupla vira paciente, etc.). O importante é que após terminar, os alunos devem dizer o que sentiram, como é ser professor, médico, etc.

Se possível, peça aos alunos para escreverem sobre a experiência, o que mudou na imagem que tinham das pessoas no papel que representaram, etc.

O professor também pode propor situações, em turmas mais avançadas:

- você é médico e o paciente está aqui porque não tomou o remédio que você receitou e piorou.

- você é professor e seu aluno não fez a tarefa.

- você é pai e pegou seu filho fumando no quarto.

E assim por diante.

Zailda Coirano

Neste artigo você aprendeu como inverter os papéis para que os alunos se conscientizem de outro ponto-de-vista.

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11 de mar de 2012

Formação de grupos

A hora de formar grupos é um problema, essa é uma forma que além de reduzir o “trabalho” e o tempo que os alunos gastam para formar grupos, ajuda a praticar o que aprenderam ao mesmo tempo.

Se você é professor de biologia e quer formar 4 grupos de 5 alunos, escreva numa folha 5 nomes de ossos, 5 nomes de órgãos, 5 elementos da célula, e assim por diante. Corte os nomes e dobre, entregue aos alunos. Cada aluno formará grupo com os outros alunos que tiraram nomes que “combinam”.

Quando formarem os grupos, peça a cada grupo que explique porque estão juntos. Eles devem dizer: porque pegamos nomes de ossos, por exemplo.

Dependendo dos tópicos ensinados o professor pode usar nomes que tenham algo em comum e os alunos terão que descobrir do que se trata. Gastarão tempo, é verdade, mas não será em vão. Será uma revisão do que aprenderam.

Da mesma forma um professor de idiomas poderá colocar 5 utensílios da cozinha, 5 objetos escolares, 5 partes do corpo, e assim por diante. O professor de geografia colocará 5 países, 5 tipos de solo, e assim por diante. Se for literatura, 5 escritores importantes de cada período. Ou 5 obras de cada autor.

O que você vai usar para que os alunos pratiquem depende do que ensinou, do que quer que pratiquem. Pode fazer isso cada vez que for trabalhar em grupo, usar o mesmo grupo durante o mês todo e depois trocar, praticando outros tópicos.

Zailda Coirano

Nesse artigo você aprendeu como formar grupos e praticar a matéria ao mesmo tempo.

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9 de mar de 2012

Dinâmica com música para apresentações

Essa dinâmica serve não só para a primeira aula em classes onde os alunos não se conhecem, como também para promover o entrosamento no primeiro dia de um curso ou encontro, por exemplo.

Os adultos e adolescentes são tímidos por natureza e precisam de “uma mãozinha” para quebrarem o gelo e apresentarem-se. Essa é uma forma divertida de conseguir que se conheçam ou que tenham o primeiro contato. A vantagem é que a música ajuda a desinibir, então esse contato será muito mais fácil.

Em primeiro lugar escolha uma música – ou várias, se houver bastante gente e tempo disponível – bem animadas. Peça que formem dois círculos, um dentro do outro, de mãos dadas. No círculo de fora devem virar-se para o interior do círculo e ir em uma direção; no círculo de dentro devem virar-se para o exterior e girar na direção contrária.

Dessa forma estarão virados uns para os outros. Os dois círculos devem ter mais ou menos o mesmo número de pessoas, então você pode primeiro formar duas filas, uma de cada lado da classe e pedir que se organizem, metade em cada uma. Peça que a fila da esquerda forme o círculo de dentro e que a fila da direita forme o círculo de fora.

O importante é que estejam de mãos dadas, e que girem em direções contrárias, um círculo de frente para o outro.

O professor começa a tocar a música, as filas vão dançando uma na direção contrária à outra. Toque por alguns segundos e pare, quando a música parar eles devem soltar as mãos e apresentar-se para a pessoa que estiver de frente para ele no momento em que a música parou. Podem dizer o nome, a idade, ou qualquer coisa que os identifique.

Dê alguns segundos para que se apresentem e toque de novo, eles devem dar as mãos e continuar girando até a música parar de novo, quando se apresentarão para quem estiver de frente para eles dessa vez.

Continue assim até que a música tenha parado e recomeçado várias vezes, de acordo com o número de participantes e o tempo disponível.

Zailda Coirano

Nesse artigo você aprendeu a preparar uma dinâmica de apresentação com música.

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6 de mar de 2012

The blind game

Esse jogo destina-se a trabalhar vocabulário e foi originalmente proposto para o idioma inglês, mas pode ser usado também para trabalhar vocabulário e pronúncia em espanhol.

Preparação

Leve vários objetos para a classe, dentro de uma caixa. Os objetos devem fazer parte do vocabulário conhecido pelos alunos ou que você pretende que eles pratiquem.

Como jogar

Cada um em sua vez, o aluno é vendado (amarrando-se um lenço sobre seus olhos), coloca a mão na caixa retira dela um objeto. Deve então pelo tato reconhecê-lo e dizer seu nome.

Os outros alunos podem ajudá-lo ou confundí-lo, dizendo sempre a verdade sobre o objeto, com informações como:

- It’s green.

- It’s used in the kitchen.

- I have 3 of them.

E assim por diante.

Acertando ou errando, o objeto é retirado da caixa e o próximo aluno deverá então jogar.

O ganhador será quem acertar o maior número de objetos.

Uma variação do jogo: depois que todos jogaram, os alunos podem falar ou escrever sobre o objeto: para que é usado, se o têm em casa, quanto custa, etc.

Zailda Coirano

Nesse artigo você aprendeu como usar “blind game” para praticar vocabulário e pronúncia.

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5 de mar de 2012

Jogos cooperativos X Jogos competitivos

Crianças e adolescentes gostam de competir e o objetivo de “ganhar o jogo” faz com que percam a apatia, timidez e o medo de errar, transforma alunos calados e distraídos em jogadores altamente ativos e participantes.

Por outro lado os adultos têm medo de perder e numa classe com alunos mais velhos os jogos cooperativos podem surtir um efeito bem melhor porque ninguém se sente “exposto”, a tônica é colaborar.

Como preparar e adaptar

Pegue qualquer jogo bem conhecido (tipo a dança das cadeiras) e adapte-o para que ao invés de competirem e haver apenas um ganhador (que será o único que irá apreciar totalmente o jogo) todos colaborarão uns com os outros e todos se divertirão e aprenderão.

No caso da dança das cadeiras, que tal ir retirando as cadeiras mas não retirar nenhum jogador, assim eles terão que se acomodar nas que vão sobrando até que reste apenas uma? Terão que sentar-se na ponta da cadeira, no colo uns dos outros, terão que segurar-se nos outros para equilibrarem-se sobre a cadeira.

Com certeza darão muitas risadas e aprenderão as vantagens de colaborar uns com os outros. Ao terminar a brincadeira dessa forma, pergunte a eles o que acharam, o que aprenderam. Pode-se também fazer a brincadeira da forma tradicional (tirando uma cadeira e um jogador, o ganhador será o último a sentar-se na última cadeira restante) e depois da forma sugerida acima?

Ao terminar as duas versões, pergunte aos jogadores o que acharam de diferente da primeira e da segunda versões. Pergunte como se sentiram jogaando cada uma. Pergunte o que aprenderam com a brincadeira, o que acham que você queria passar a eles com ela.

Usando a brincadeira para praticar

Claro que o professor não pode perder essa chance de fornecer prática em sua matéria. Se você é professor de idiomas, use na brincadeira uma música que você já ensinou a seus alunos, que eles saibam cantar. E peça que a cantem enquanto jogam.

Bom divertimento a todos!

Zailda Coirano

Nessa postagem você aprendeu a transformar jogos competitivos em jogos cooperativos e como usá-los para praticar o que ensinou.

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3 de mar de 2012

Enquetes do blog–participe!

Enquete é o “must” do momento, e o “coelho” não podia ficar para trás! As enquetes ajudam muito porque são uma forma de feedback que não gasta tanto tempo quanto um comentário, todos os votos são anônimos e os resultados são preciosos para o autor do blog, porque indicam as tendências dos leitores, que são a parte mais importante de tudo isso.

Saber sua opinião é muito importante, e sempre uso os resultados das enquetes publicadas aqui para nortear minhas postagens. Não perca tempo, há duas enquetes ativas na aba lateral esquerda do blog, dê sua opinião.

Zailda Coirano

Nessa postagem você foi convidado a dar sua opinião nas enquetes do blog porque elas são uma forma ágil e rápida de informar ao autor sobre suas preferências.

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